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| Proibir redes sociais a adolescentes não é a solução milagrosa, alerta psicóloga canadense |
A psicóloga confira os detalhes completos canadense Candice Odgers, especialista em psicologia do desenvolvimento na Universidade da Califórnia em Irvine, alertou que proibir o acesso de jovens às redes sociais não resolve a crescente preocupação com a saúde mental dos adolescentes. Em um TED Talk que já ultrapassou 260 mil visualizações, Odgers explicou que a narrativa de que smartphones e plataformas digitais são a causa principal de ansiedade e depressão carece de respaldo científico robusto. Ela destacou que as evidências apontam para associações muito pequenas entre o tempo de uso e problemas psicológicos, e que esses efeitos desaparecem quando se controlam variáveis como traumas infantis e histórico familiar.
Odgers ressaltou que, embora existam correlações entre uso intenso das redes e sintomas de sofrimento, a direção da causalidade ainda não está clara. Em muitos casos, adolescentes que já apresentam vulnerabilidades mentais tendem a passar mais tempo online, o que indica que as plataformas podem ser um sintoma e não a raiz do problema. Segundo a confira os detalhes completos pesquisadora, ao analisar centenas de estudos, a variação explicada pelo tempo de tela no bem‑estar dos jovens é inferior a 1%, o que demonstra a insignificância desse fator diante de outras influências.
A psicóloga também apontou que a maioria dos estudos recentes não encontra as redes sociais entre os principais preditores de saúde mental quando são incluídos fatores como violência doméstica, instabilidade econômica e problemas de veja os números e dados relevantes saúde dos pais. Ela citou um comitê da Academia Nacional de Ciências dos EUA que, após um ano de investigação, concluiu que os efeitos das plataformas são “pequenos” e “associações fracas”, muitas vezes diluídas por experiências positivas e negativas simultâneas. Essa constatação contrasta com a percepção popular de que as redes são universalmente prejudiciais.
No Brasil, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo no Discord após um caso grave envolvendo uma adolescente de 13 anos que foi induzida à automutilação. A medida, que tem prazo até 17 de agosto para ser cumprida, exemplifica a saiba como isso impacta a economia pressão de governos para agir rapidamente diante de incidentes alarmantes. Odgers, porém, alerta que intervenções pontuais podem não ser suficientes se não houver um esforço maior para melhorar o design das plataformas e garantir a segurança de todos os usuários.
A proposta de restringir o uso de smartphones e redes sociais tem ganhado apoio em várias partes do mundo. Na Austrália, menores de 16 anos foram proibidos de acessar Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e outras plataformas, enquanto França, Reino Unido e Canadá avaliam legislações semelhantes. Nos Estados Unidos, 56 % da população adulta defende a proibição para menores de 16 anos, e saiba como isso impacta a economia 77 % apoiam a retirada de celulares das salas de aula, segundo o Pew Research Center. Esses números revelam um clima de ansiedade que, segundo Odgers, pode ser explorado politicamente.
Odgers argumenta que políticas de banimento podem gerar efeitos colaterais indesejados, como a migração dos jovens para ambientes menos regulados e mais difíceis de monitorar. Ela citou pesquisas australianas que mostram que, mesmo após a proibição, 85 % dos adolescentes saiba o que realmente está em jogo continuam usando as plataformas por meio de contas alternativas ou versões para adultos. O resultado, segundo a pesquisadora, é um aumento da vulnerabilidade, já que os jovens passam a navegar em espaços onde as proteções são ainda mais frágeis.
A psicóloga enfatiza que as empresas de tecnologia têm responsabilidade direta em criar ambientes seguros desde a concepção dos produtos. Em vez de excluir os jovens, Odgers sugere que o foco deve ser aprimorar algoritmos, filtros de conteúdo e saiba mais sobre essa negociação mecanismos de denúncia, de modo a reduzir riscos como bullying, assédio e exposição a material extremista. Ela elogia a abordagem do Brasil, que com o ECA Digital estabelece controles de conteúdo e ferramentas de proteção sem impedir o acesso das crianças às redes.
Além dos riscos digitais, Odgers destaca fatores externos que influenciam a saúde mental dos adolescentes, como violência nas escolas, crises econômicas e instabilidade política. Ela observa que, nos Estados Unidos, o aumento de suicídios entre jovens começou entenda os bastidores da negociação após a Grande Recessão de 2008, indicando que eventos macroeconômicos têm impacto significativo. Para a pesquisadora, ignorar essas dimensões mais amplas ao apontar as redes como vilãs simplifica uma realidade muito mais complexa.
A especialista também compartilha sua experiência pessoal como mãe de dois adolescentes, defendendo que as decisões sobre uso de dispositivos devem ser tomadas em conjunto com a família. Em sua casa, a permissão para ter um celular foi concedida quando os filhos demonstraram responsabilidade suficiente, acompanhada de diálogo constante entenda o contexto por trás da medida sobre riscos e boas práticas. Odgers acredita que esse modelo de orientação, ao invés de imposição rígida, prepara os jovens para lidar com desafios tanto online quanto offline.
Em entrevista à BBC News Brasil, Odgers relatou episódios de assédio que recebeu após criticar a visão simplista sobre o tema. Ela negou qualquer vínculo financeiro com grandes empresas de tecnologia, esclarecendo que sua pesquisa é financiada por agências governamentais e fundações independentes. Essa resistência demonstra como o debate sobre regulação digital pode se tornar polarizado, afastando veja os números e dados relevantes o foco das soluções baseadas em evidência.
Por fim, a psicóloga conclui que a solução para a crise de saúde mental entre jovens não está em proibições drásticas, mas em políticas integradas que considerem o ambiente familiar, escolar e digital. Ela propõe investimentos em programas de apoio psicológico, treinamento de pais e veja como isso se desenrola nos próximos dias educadores, bem como a colaboração estreita com as plataformas para criar ferramentas de segurança eficazes. Somente ao abordar o problema de forma multidimensional será possível oferecer aos adolescentes um espaço online que promova conexão, aprendizado e bem‑estar.
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📌 Fonte da notícia original: G1 Tecnologia





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